Construção Civil Brasileira Vive Boa Fase
Waldheim García Montoya – São Paulo
postado em 22/03/2011 11:01 h
atualizado em 22/03/2011 11:06 h
O setor brasileiro de construção civil vive boa fase depois da crise mundial e para este ano prevê um crescimento de 8,6%, afirmou na última segunda-feira (21/03/2011) a diretora da Feicon (Feira Internacional da Construção), Liliane Bortoluci.A aposta do governo pela expansão de programas de moradia popular, o maior poder aquisitivo das classes populares e a realização de eventos esportivos de grande envergadura, impulsionam o “dinamismo do setor”, disse a responsável da Feicon à Agência Efe.
“Houve uma melhora no poder aquisitivo das classes baixa e média e com esta ascensão social aumenta também a demanda de casas, apartamentos, lugares de recreação, hotéis, restaurantes. É tudo um ciclo”, apontou a diretora da feira.
Segundo Bortoluci, essa “ebulição” do setor impulsionará um crescimento superior em três pontos percentuais ao do Produto Interno Bruto (PIB) do país previsto para este ano, que é calculado em 5,6%.A partir de 2011, destacou a executiva, o setor “aumentará ainda mais seu crescimento”, com as obras para receber a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016.O Banco de Exportação e Importação dos Estados Unidos (Eximbank), por exemplo, concederá empréstimos por um valor inicial de US$ 1 bilhão às empresas que farão as obras para ambos os eventos, anunciou o presidente da entidade, Fred Hochberg, nesta segunda-feira(21/03).
No ano de 2010, a construtora PDG Realty chegou a um acordo para adquirir as ações da também brasileira Agré, que era controlada pelo grupo Veremonte, do empresário espanhol Enrique Bañuelos, a fim de criar a maior empresa do setor imobiliário do Brasil.Durante a Feicon, que reuniu expositores e compradores de 20 países, a secretária nacional de Habitação, Inês Magalhães, destacou o “auge” do setor, mas advertiu sobre a necessidade de um aumento da produtividade e da capacitação para melhorar a qualidade da mão de obra.
O bom momento do setor no país, de acordo com a diretora da feira, se traduziu no aumento da oferta das empresas estrangeiras com produtos “ecologicamente corretos” para o setor e em sua preocupação “com o desenvolvimento sustentável”.
“O aumento da presença estrangeira foi de 15%, com países como a Turquia que participou pela primeira vez e de outros, como Portugal e França”, ressaltou Bortoluci.
FONTE: www.copa2014.org.br




