Capacitação feminina na Construção Civil
O programa Mulheres Construindo Autonomia, é um projeto que visa a formação gratuita de 240 mulheres em situação de vulnerabilidade social para atuar na área da construção civil. A implantação desse programa foi feita inicialmente em Canos RS e a segunda etapa teve como área escolhida São Bernardo do Campo, na região do ABC Paulista.
As 250 mulheres selecionadas para o programa Mulheres Construindo Autonomia da Prefeitura de São Bernardo, tiveram na segunda-feira (26 de Abril/2010) uma aula inaugural no Centro de Treinamento Profissional, no bairro Baeta Neves. Porém, o início das aulas teóricas será hoje, dia 3 de maio. Na aula inaugural, assistiram a palestra de Patrícia Braga de Jesus, uma das primeiras alunas a se capacitar como pedreira por meio do programa em Canoas, no Rio Grande do Sul, ela disse que o curso mudou totalmente a sua vida. Em apenas um ano após a conclusão, a jovem, que é separada e mãe de dois filhos, conquistou sua independência financeira.
Na aula inaugural, as alunas, divididas em duas turmas – manhã e tarde -, passarão por aulas às 8h e às 13h com a finalidade de retomar o objetivo do projeto, conteúdo didático e organização das turmas.
Em São Bernardo, a iniciativa, que registrou 440 inscrições, contará com R$ 276 mil em recursos federais e apoio das secretarias de Educação, Habitação e Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Turismo. A Prefeitura entra com a organização e o espaço físico para a promoção do curso.
“Para o andamento do projeto, que entrará na fase prática em junho, a Administração buscará parceria de organizações de mulheres e moradoras do município, sindicatos empresariais e de trabalhadores e empresários do ramo, gestores públicos, lideranças políticas, entidades de apoio ao cooperativismo e empreendedorismo, entre outros segmentos”, comentou Dulce Xavier, gerente do Departamento de Políticas Públicas para Mulheres, vinculado à Secretaria de Desenvolvimento Social e Cidadania de São Bernardo.
Além dos conteúdos técnicos, como assentamento de tijolos, blocos e reboco, assentamento de pisos e azulejos, reboco, pintura e texturização e pintura, as alunas receberão noções de direitos humanos, cidadania, direitos e segurança no trabalho, meio ambiente, empreendedorismo e associativismo e ampliação da escolaridade, entre outros temas com foco na inclusão social e independência feminina.
Os requisitos para cadastro foram: idade acima de 16 anos, baixa renda, não ter qualificação profissional, estar desempregada, apresentar renda familiar até dois salários mínimos e estar em situação de vulnerabilidade social. A carga horária será de 216 horas e as participantes receberão vale-transporte e lanche.
fonte: EBC





